13 de outubro de 2011

Não trate seus relacionamentos como um negócio

Amor é como mercúrio na mão. Deixe a mão aberta, e ele permanecerá; agarre-o firme, e ele escapará.
Dorothy Parker


Tenho observado que muitas pessoas tratam seus relacionamentos como se estivessem realizando negócios. Assim, cada vez que oferecem algo de si, já tem uma listinha preparada para o que esperam receber em troca.

Por isso, muitas das vezes restringem seu carinho, seu afeto àqueles que possam retribuí-lo de alguma maneira.

Quando pressentem ou imaginam que o que receberiam não seja satisfatório, nem dão àquele relacionamento, qualquer chance de progredir.

Por que, mesmo antes de começar um novo relacionamento, seja de amizade ou afetivo, planejam cuidadosamente cada etapa do processo, com se estivessem indo a uma mesa de negociação, de onde devem sair com um resultado favorável. Com uma conquista pessoal.

Já ouvi coisas, do tipo: “Eu não gosto de perder. Se imagino que vou perder nem entro no jogo”.

Triste, isso, não acha ?

É claro que um bom relacionamento pautado em trocas afetivas é saudável. Mas é necessário que se preste bastante atenção ao que o outro oferece, ou pode oferecer.

Com isso quero te dizer que, nem sempre o outro oferece aquilo que você gostaria de receber do jeito que foi idealizado. Isso não quer dizer que esta pessoa, não esteja oferecendo o melhor de si.

Afinal, cabe a cada um abrir caminhos para o outro se aproximar. Permitir que ambos tenham possibilidades de conhecer e aprender um sobre o outro.

Só assim, há chance de um relacionamento desenvolver-se e digamos “Florescer”.

Mas uma pergunta é necessária que seja respondida antes de qualquer coisa. O que faz alguém agir assim? Ou seja, querer sempre algo em troca?

Talvez a resposta para essa questão seja, acumulo de frustrações. Com o tempo vão calcificando no ser uma dura crosta de ressentimentos, de expectativas frustradas, de “viagens perdidas”. E, se a cada experiência dessas, for alimentando essa sensação de que não valeu a pena. Que a experiência em vez de ser uma lição, um aprendizado, foi só mais uma dor acumulada. Pronto, está instalado um mecanismo de autodefesa em relação a outras pessoas.

A consequência disso pode ser apenas um afastamento do mundo físico, evitando-se contato com pessoas e assim preservando o “próprio” coração.

Bem, eu só tenho que dizer o seguinte: Mais vale a pena a frustração de um não, do que a incerteza de um e, se.

Pense nisso...
  
(Sigmar Sabin)

3 comentários:

Joemir Rosa disse...

Ótimo texto, Carlos!
Amor não é prisão, não é domínio, não é controle!
É liberdade de pensamentos, liberdade de espírito!
Se um relacionamento incomoda de alguma forma, pode ter certeza que já acabou!

Abraços!

li e entendi mto bem. disse...

REALMENTE AS PESSOAS NAO SE INTEGRAM COM SERIEDADE OU SEJA COM OUTROS INTERESSOS,A UMA MIZADE ,TB ALGUNS TEM CONCIENCIA DISSO.....SEU BLOG e MTO SHOW EXPLENDIDO ...vou ser seguidora....FIKA CERTO O QUE ME TOCAR COPIO E COMENTO rsrsrs VOU NESSA..

li e entendi mto bem. disse...

perfeito sua colocaçao,amizade e livre espontanea com respeito,sem interesso algum ...otimo a parte que vc diz mto forte ,mtas vezes restringem carinho , afeto aqueles que possam retribuilo de alguma maneira..... exato... em tudo existe os dois ladoss....otimo seu blog.