1 de setembro de 2010

Eike Batista promete montadora nacional até o ano que vem*


O empresário Eike Batista já se envolveu no setor automotivo algum tempo atrás, através da empresa EBX.
Esta produzia um jipe 4×4 com mecânica diesel Peugeot, mas o negócio não foi pra frente. Agora, Eike quer criar uma montadora de automóveis nacional e quer fazer isso em até um ano.
O empresário da mineração disse que hoje em dia o know how se traz de outras empresas ou se adquire.
Depois de iniciar o investimento da nova empresa com capital próprio, Eike pretende abrir o capital para novos investidores, uma receita que ele já pratica em suas outras empresas.
Eike está certo, hoje em dia a tecnologia está disponível para quem tem dinheiro pra gastar ou mesmo parcerias sempre são bem vindas.
Neste caso o investimento inicial é reduzido e a tecnologia já provada é adquirida do parceiro.
Eike estava tentando montar parcerias com montadoras chinesas, especialmente a BYD, mas parece que o negócio não vingou. Agora a idéia é partir para uma marca nacional e apostar no mercado brasileiro.
Enfim, para quem sempre sonhou com uma montadora de capital brasileiro e aparentemente disposta a competir no mercado – Eike não vai entrar nessa pra perder dinheiro – a nova marca de Batista chegará ao momento em que o Brasil será o quarto mercado mundial definitivamente.
Vamos torcer para que dê certo.




Chacina no México*


* Fonte: Blog do Flávio Gomes

Leio nas folhas que a tia de Juliard Aires Fernandes, 19 anos, um dos chacinados pelos traficantes mexicanos que mataram 72 imigrantes que tentavam entrar ilegalmente nos EUA, disse que seu sobrinho poderia estar vivo no Brasil se o país lhe oferecesse oportunidades.
Ele e Hermínio Cardoso dos Santos, 24, são os brasileiros que estavam no grupo executado pelo crime organizado no país mais neoliberal da América Latina, parceirinho comercial dos EUA, gracinha-gracinha. Queriam fazer a América.
Ambos pagaram 24 mil reais para pilantras que prometeram colocá-los nos EUA. “Ninguém sai da própria pátria sem ser por necessidade. Aquilo que nosso país não dá, vamos buscar lá fora. É ilegal? É, mas qual é a alternativa? Entra e sai presidente e não se faz nada”, disse a tia ao repórter Rodrigo Vizeu, da “Folha de S.Paulo”. A tia viveu seis anos nos EUA. A mãe do outro assassinado, dona Maria, contou que seu filho Hermínio queria “ganhar um dinheirinho para fazer uma casa e, se sobrasse, comprar um carro velho”. O menino já tinha sido deportado da Itália e impedido de entrar em Portugal.
O país que não “dá condições”, no entanto, lhe deu a chance de comprar uma passagem para a Itália, outra para Portugal, e mais uma para a Guatemala, a partir de onde tentou entrar nos EUA. E lhe deu condições de arrumar 24 mil reais para tentar entrar ilegalmente nos EUA.
Que me desculpem a mãe de um e a tia de outro, mas o dinheiro das passagens, mais a taxa de imigração ilegal seriam suficientes para comprar um carro velho. E talvez para começar a fazer uma casa na zona rural mineira, de onde saíram. O que o país não lhes dá é a chance de ganhar dinheiro fácil. Ou de sonhar em ganhar dinheiro fácil, como promete a América encantada.
Jamais vou julgar ninguém por querer morar fora do Brasil. Nem por querer ganhar dinheiro fácil. Cada um faz o que quer, acredita no que quiser. Mas esses dois meninos, embora sejam daquela classe social que vagamente chamamos de “gente simples e pobre”, sabiam exatamente o que estavam fazendo quando arrumaram os 24 mil reais para comprar uma passagem ilegal para o sonho americano. Não é pouco dinheiro. Sabiam que o que estavam fazendo era ilegal. Estavam tentando ludibriar um país que não quer mais receber ninguém. Sabiam os riscos que estavam correndo. Poderiam ter investido melhor esse dinheiro. Na sua roça, num trator, num curso de inglês, num pequeno negócio em suas cidades, numa faculdade.
Mas preferiram optar pela vida fácil: fazer a América lavando louça ou pintando paredes. Tiraram 24 mil reais de suas famílias em nome de um desejo babaca. Perderam suas vidas.
Esse tipo de imigrante não tem graça nenhuma, valor nenhum. É bem diferente daquele que saiu da Europa,ou do Japão, ou da África, fugindo da guerra, da miséria, da fome, da perseguição. Ou daqueles que fogem de ditaduras, da opressão. Ou mesmo daqueles que simplesmente buscam novas aventuras, desejam viver, aprender, crescer em outro país.
Não existe nada de errado em querer morar fora de seu país. Absolutamente nada.
Mas é uma injustiça com seu país culpá-lo por ter sido assassinado tentando fazer algo ilegal e com dinheiro no bolso.

25 de agosto de 2010

Eleições 2010: Um cacareco para o novo milênio*

Fonte: Blog do Xexéo



Cacareco foi um rinoceronte-fêmea nascido no Zoológico do Rio de Janeiro por volta de 1955. Em fevereiro de 1958, ela _ mas todo mundo a conhecia por ele _ foi transferida para São Paulo para ser atração do zoológico local que seria inaugurado em março. O/A Cacareco tornou-se, na verdade, a maior atração do zoológico paulista. Aí é que a vaca foi pro brejo. Insatisfeito com o nível dos 540 candidatos às 45 vagas da Câmara Municipal nas eleições de 1959, o eleitor paulista resolveu protestar e fez campanha para a eleição de... Cacareco! Preocupadas com a popularidade eleitoral do/da rinoceronte, as autoridades paulistanas mandaram o bicho de volta para o Rio. Foi tarde demais. Quando as urnas foram abertas, Cacareco teve cem mil votos, mais até do que o partido mais lembrado pelos eleitores que chegou a 95 mil votos.
Cacareco virou exemplo de voto nulo, de voto de protesto. Sua eleição, porém, jamais se repetirá. Desde que o voto virou eletrônico, ninguém pode escrever um nome qualquer na cédula. Voto, só em candidatos inscritos no TRE.
Tiririca (foto), nome artístico de Francisco Everardo Oliveira Silva, é um cantor (?), compositor (??) e humorista (???) cearense de Itapipoca, que ficou conhecido nacionalmente graças a uma de suas canções (????), “Florentina”. Hoje, Tiririca parece ter abandonado a carreira musical e é comediante de televisão.
Tudo indica que a nova carreira também não está dando muito certo. Tiririca conseguiu o apoio do PR para se incluir entre os 1.098 candidatos a deputado federal por São Paulo. Tiririca é o Cacareco mais bem-sucedido da campanha eleitoral pela TV. O espectador do Rio não tem a chance de vê-lo em ação, mas o de São Paulo, com repercussões no YouTube, não fala de outra coisa.
E com razão. Tiririca aparece sempre vestido de palhaço, o mesmo figurino com que atua nos programas humorísticos (?????) da TV. Mas não é assim que será sua foto na urna eletrônica. Portanto, em algumas das vezes em que aparece no horário eleitoral, ele precisa mostrar a foto usada pelo TSE para que ninguém ache que está votando errado (como se fosse possível votar certo em Tiririca). O candidato se apresentou dizendo que quer ser deputado federal “para ajudar os mais necessitado, inclusive a minha família”. “Para deputado federal, Tiririca. Vote no abestado.” Ele ainda criou um slogan que pode ser contestado: “Vote no Tiririca. Pior do que está não fica”. Como diria outro colunista deste jornal, há controvérsias.
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O PRP está lançando aqui no Rio um candidato a deputado estadual que se chama Mouralidade. Engraçado, né?

24 de agosto de 2010

Importância do Inventário *

* Extraído de A Voz da Serra (www.avozdaserra.com.br)

Perder um ente querido é, sem dúvida, uma situação que gera estresse e desgaste emocional para a família. Nesse momento, as dúvidas sobre como proceder não são poucas, e a burocracia, para os que ficam, é grande.  Uma das preocupações que os legatários devem ter em mente é a rápida realização de um inventário. Por meio dele, os direitos ao patrimônio deixado aos legítimos herdeiros estarão garantidos. O dono da herança pode doar bens para quem quiser, parentes ou não, mas, se possuir descendentes ou ascendentes vivos, não poderá deixar mais que 50%, pois estes se constituem na legítima parte destinada aos familiares diretos.

O que é um inventário?
Trata-se de uma petição formulada perante a Justiça Estadual para abrir um procedimento legal em que os bens, direitos e obrigações de uma pessoa falecida serão apurados, avaliados e, ao final, partilhados entre os herdeiros. O inventário deve ser feito somente após a morte de alguém e pode ser extrajudicial,  judicial, por arrolamento ou negativo, porém este último torna-se facultativo, pois serve apenas como atestado de que nenhum patrimônio foi deixado pelo de cujus (pessoa falecida). A partir da data do falecimento é preciso dar entrada nos papéis em até 60 dias, sob pena de multa de 20% sobre o valor do patrimônio, mais juros mensais de 1%. O documento deve conter todas as informações dos bens do autor da herança, informar quem são os herdeiros, especificando seus dados e endereço, bem como a sua participação no bem declarado. Seu custo final pode variar entre 5% a 20% do valor total dos bens. Além disso, há os impostos sobre os bens partilhados. No caso de pessoa física, incide o Imposto sobre Causa Mortis (ICM), que fica entre 2% e 4% do valor do patrimônio inventariado, segundo percentual fixado pela lei local e avaliação da Secretaria de Fazenda de cada estado. O inventário demora cerca de um ano para ser finalizado, mas pode ter seu prazo estendido pelo magistrado.

Arrolamento de bens
É um procedimento mais rápido e simplificado de inventário, quando todos os herdeiros são maiores e capazes, são poucos os bens, não há disputa judicial e o valor do patrimônio não excede determinado valor.

Inventário extrajudicial
É recomendado nos casos em que todos os herdeiros sejam maiores de idade e capazes de responder por seus atos, se a pessoa falecida não tiver deixado dívidas perante a Receita Federal, nem imóveis com dívidas tributárias. Nestas condições, o inventariante deverá dirigir-se a um colégio notarial (órgão de administração pública responsável por armazenar todos os testamentos feitos em qualquer cartório de todo o Brasil) para obter a certidão de inexistência de testamento. Com a certidão e a documentação comprovando todos os bens que a pessoa inventariada possuía em vida (certidão de propriedade de imóveis, carros, incluindo RG, CPF e atestado de óbito) deve-se fazer uma escritura pública em um cartório de notas.

Inventário judicial
Deve ser feito nas ocasiões em que os herdeiros não concordam com a divisão de bens, mediante dívidas deixadas pelo inventariado ou testamento. Neste caso, um advogado deve ser acionado para comunicar à justiça o falecimento da pessoa e abrir o processo de inventário.  Este procedimento é indicado quando os bens deixados pelo falecido são de maior valor. É necessária a presença do Ministério Público. A avaliação dos bens deve ser feita por um perito nomeado pelo juiz. A partilha só pode ser efetivada se todos os herdeiros e o representante do Ministério Público estiverem de acordo com a avaliação dos bens.

Documentação necessária
1. Certidão de óbito do autor da herança;
2. Documento de identidade oficial com número de RG e CPF das partes e do autor da herança;
3. Certidões de vínculo de parentesco dos herdeiros (certidões de nascimento);
4. Certidão de casamento do cônjuge sobrevivente e dos herdeiros casados, atualizada (90 dias);
5. Certidão do pacto antenupcial, se houver;
6. Certidão de propriedade, ônus e alienações dos imóveis, atualizada (30 dias) e não anterior à data do óbito;
7. Certidão ou documento oficial que comprove o valor venal (valor de venda) dos imóveis, relativo ao exercício do ano do óbito ou ao ano imediatamente seguinte deste.
8. Documentos comprobatórios do domínio e valor dos bens móveis, se houver;
9. Certidão negativa de tributos municipais que incidam sobre os bens imóveis do espólio;
10. Certidão negativa conjunta da Receita Federal e PGFN;
11. Certidão de regularidade do ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis);
12. Certidão comprobatória da inexistência de testamento;
13. CCIR e prova de quitação do imposto territorial rural, relativo aos últimos anos, para bens imóveis rurais do espólio.

22 de agosto de 2010

Jacqueline Bisset

Uma das maiores musas do cinema, nem tanto pelo seu relativo sucesso nas telas, mas pela sua beleza original e estonteante.

Um pouco sobre ela:
Atriz inglesa, Winifred Jacqueline Fraser Bisset nasceu em 13 de Setembro de 1944, em Weybridge, na Inglaterra. Jacqueline nasceu naquela localidade pelo fato de sua mãe e irmão terem sido para lá evacuados após um bombardeamento à terra onde seus pais viviam. 
O pai de Jacqueline, médico de profissão, estava, nessa altura, separado da família por estar trabalhando num hospital da Islândia. 
Ainda muito nova, Jacqueline Bisset estudou ballet, mas cedo descobriu que essa não era a sua vocação. Em 1960, Jacqueline foi admitida no Liceu Francês para aprender aquela língua antes de entrar para a universidade mas, em vez de estudar, Jacqueline Bisset interessou-se pelo cinema. Com o intuito de ganhar dinheiro para aulas de representação, tornou-se modelo. 
Em 1965, conseguiu um papel de figurante no filme de Richard Lester The Knack...and How To Get It e, dois anos mais tarde, interpretou personagens secundários. Pouco depois, já representava papéis relevantes em grandes produções. 
Os dois grandes impulsos na carreira de Bisset aconteceram em 1968, quando substituiu Mia Farrow em The Detective (O Detective), e, em 1977, com The Deep (O Abismo), quando foi capa de revista em todo o mundo. A participação da atriz em filmes como The Grasshoper (O Gafanhoto, 1970), The Thief Who Came To Dinner (O Ladrão que Veio para Jantar, 1973), La Nuit Americaine (A Noite Americana, 1973), de François Truffaut, e Under The Volcano (Debaixo do Vulcão, 1984), de John Huston, fizeram de Jacqueline Bisset uma estrela. 
A sua beleza e sensualidade são duas das características que continuaram a chamar a atenção do público, um fato que ficou provado com a sua representação no filme de Zalman King, Wild Orchids (Orquídea Selvagem, 1990). 
A partir daí, tem trabalhado somente para televisão,em telefilmes e mini-séries. Apesar de nunca ter sido casada, Jacqueline Bisset manteve vários romances, dos quais se destacam nomes como Dean Martin, Marcello Mastroianni, Steve McQueen e Frank Sinatra.
Ela é a madrinha da atriz Angelina Jolie sabia?
Aqui uma homenagem a ela, com música de Vincent Bell, "Tema de Amor do Filme Aeroporto"