3 de abril de 2012

As estrelas do Mar

Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudades, mas não estará só.
Amir Klink


Certo dia, um escritor que costumava caminhar pela praia em busca de inspiração observou, ao longe, algo a se movimentar. Continuou andando na direção daquela sombra até aproximar-se o bastante para perceber que se tratava de um homem. Quando chegou mais perto notou que ele juntava as estrelas do mar, que haviam ficado presas na areia quente da praia, e as devolvia ao mar. Só então ele se deu conta de que havia muitas estrelas do mar espalhadas pela praia. Espantado disse ao homem:
- Você não percebe que há muitas estrelas do mar por aí? Seu esforço não vale a pena. Mesmo que você trabalhe vários dias seguidos não conseguiria salvar todas elas. Então, que diferença faz?

O homem, que ainda não havia parado para lhe dar atenção, pegou uma estrela do mar, ergueu-a e, mostrando-a ao escritor disse:

- Para esta eu fiz diferença. E, jogando-a ao mar, continuou sua empreitada.

O escritor observou aquele homem por mais alguns instantes e chegou à conclusão de que havia encontrado, naquele gesto simples e desinteressado de um anônimo, a inspiração que buscava.


Quando nos parecer que um pequeno gesto nobre de nossa parte não faz diferença, lembremo-nos desta singela história. Pensemos que um único sorriso pode fazer muita diferença para alguém que se encontra desalentado. Uma palavra de otimismo fará diferença para quem está desesperado. Um exemplo nobre junto aos filhos, aos familiares, aos amigos, ou àqueles que nos observam de perto, pode fazer muita diferença. A cada instante nós perdemos excelentes oportunidades de ser gentil, de perdoar, de agir com delicadeza, de ser honesto, sincero, de calar uma ofensa. E isso tudo, no cômputo geral, faz grande diferença. Recentemente, lemos a notícia de que é preciso resgatar os valores simples para evitar os males atuais que são a depressão, a ansiedade, o desalento, entre outros. Essa foi a conclusão a que chegaram os psiquiatras que participaram de um Congresso de Psiquiatria Clínica. A tão falada e útil globalização, a grande quantidade de informações que chega a cada instante, a disputa pelo poder, a competição desonesta, faz com que nos esqueçamos de ser gente. Parece mesmo que estamos nos tornando máquinas automatizadas, incapazes de olhar para quem está ao nosso lado, senão como um ferrenho concorrente ou um adversário pertinaz. Se todos nós repensássemos valores e nos lembrássemos de que somos seres criados para viver em sociedade e que, acima de tudo somos Espíritos imortais, filhos do mesmo Pai, talvez sofrêssemos menos. E isso faria diferença.


Quando percebermos alguém preso nas areias quentes da solidão... Quando notarmos alguém se debatendo no mar revolto do sofrimento... Lembremos que todos somos estrelas do Universo, colocadas lado a lado, pelo Criador, para crescermos juntos. E como ensinou o Mestre de Nazaré, não sejamos estrelas apagadas, mas façamos brilhar a nossa luz onde quer que estejamos. Só então perceberemos o quanto isso faz diferença.
 
 

Morangos da vida

Quase sempre a maior ou a menor felicidade depende do grau de decisão de ser feliz.    
Abraham Lincoln


 O autor Roberto Shinyashiki foi bem feliz ao descrever esta história zen em seu livro "O sucesso é ser feliz".

Lembrem-se de comer os morangos hoje!!!

"Um sujeito estava caindo de um barranco e se agarrou às raízes de uma árvore. Em cima do barranco, havia um urso imenso querendo devorá-lo. O urso rosnava, mostrava os dentes, babava de ansiedade pelo prato que tinha à sua frente. Embaixo, prontas para engoli-lo quando caísse,
estavam nada menos do que seis onças absolutamente famintas.

Ele erguia a cabeça, olhava para cima e via o urso rosnando.
Quando o urso dava uma folga, ouvia o urro das onças, próximas do seu pé.
As onças embaixo querendo comê-lo e o urso em cima querendo devorá-lo.
Em determinado momento, ele olhou para o lado esquerdo e viu um morango vermelho, lindo, com escamas douradas refletindo o sol. Num esforço supremo, apoiou o seu corpo, sustentado pela mão direita, e, com a esquerda, pegou o morango.

Quando pôde olhá-lo melhor, ficou inebriado com a sua beleza. Então, levou o morango à boca e se deliciou com o sabor doce e suculento.
Foi um prazer supremo comer aquele morango tão gostoso."

Talvez você pergunte: "Mas, e o urso?"
Dane-se o urso, coma o morango!

"E as onças?"
Azar das onças. Coma o morango!

Relaxe, e viva um dia de cada vez! Coma o morango!

Problemas acontecem na vida de todos nós, até o último suspiro.
Sempre existirão ursos querendo comer nossas cabeças e onças pulando para nos pegar pelos pés. Isso faz parte da vida e é importante que saibamos viver dentro desse cenário. Mas precisamos saber comer os morangos. A vida está acontecendo agora. Nesse exato momento deve haver um morango esperando por você. O melhor momento para ser feliz é agora. O futuro é uma ilusão que sempre será diferente do que imaginamos.

As pessoas visualizam metas e, quando as realizam, descobrem que elas não trouxeram a felicidade.
Elas esquecem que a felicidade é construída todos os dias.

Eu aqui, torço para que você descubra sua maneira de ser feliz!
Espero que coma os morangos agora!!!

26 de março de 2012

Posto, logo existo

Tão preocupadas em existir para os outros, as pessoas estão perdendo um tempo valioso em que poderiam estar vivendo, ou seja, namorando, indo à praia, trabalhando, viajando, lendo, estudando” 



Começam a pipocar alguns debates sobre as consequências de se passar tanto tempo conectado à internet. Já se fala em “saturação social”, inspirado pelo recente depoimento de um jornalista do “The New York Times” que afirmou que sua produtividade no trabalho estava caindo por causa do tempo consumido por Facebook, Twitter e agregados, e que se vê hoje diante da escolha entre cortar seus passeios de bicicleta ou “alguns desses hábitos digitais que estão me comendo vivo”.

Antropofagia virtual. O Brasil, pra variar, está atrasado (aqui, dois terços dos usuários ainda atualizam seus perfis semanalmente), pois no resto do mundo já começa a ser articulado um movimento de desaceleração dessa tara por conexão: hotéis europeus prometem quartos sem wi-fi como garantia de férias tranquilas, empresas americanas desenvolvem programas de softwares que restringem o acesso a web, e na Ásia crescem os centros de recuperação de viciados em internet. Tudo isso por uma simples razão: existir é uma coisa, viver é outra.

Penso, logo existo. Descartes teria que reavaliar esse seu cogito, ergo sum, pois as pessoas trocaram o verbo pensar por postar. Posto, logo existo.

Tão preocupadas em existir para os outros, as pessoas estão perdendo um tempo valioso em que poderiam estar vivendo, ou seja, namorando, indo à praia, trabalhando, viajando, lendo, estudando, cercados não por milhares de seguidores, mas por umas poucas dezenas de amigos. Isso não pode ter se tornado tão obsoleto.

Claro que muitos usam as redes sociais como uma forma de aproximação, de resgate e de compartilhamento — numa boa. Se a pessoa está no controle do seu tempo e não troca o virtual pelo real, está fazendo bom uso da ferramenta. Mas não tem sido a regra. Adolescentes deixam de ir a um parque para ficarem trancafiados em seus quartos, numa solidão disfarçada de socialização. Isso acontece dentro da minha casa também, com minhas filhas, e não adianta me descabelar, elas são frutos da sua época, os amigos se comunicam assim, e nem batendo com um gato morto na cabeça delas para fazê-las entender que a vida está lá fora. Lá fora!! Não me interessa que elas existam pra Tati, pra Rô, pro Cauê. Quero que elas vivam.

O grau de envolvimento delas com a internet ainda é mediano e controlado, mas tem sido agudo entre muitos jovens sem noção, que se deixam fotografar portando armas, fazendo sexo, mostrando o resultado de suas pichações, num exibicionismo triste, pobre, desvirtuado. São garotos e garotas que não se sentem com a existência comprovada, e para isso se valem de bizarrices na esperança de deixarem de ser “ninguém” para se tornarem “alguém”, mesmo que alguém medíocre.

Casos avulsos, extremos, mas estão aí, ao nosso redor. Gente que não percebe a diferença entre existir e viver. Não entendendo que é preferível viver, mesmo que discretamente, do que existir de mentirinha para 17.870 que não estão nem aí. 

Martha Medeiros, Jornal o Globo de 25 de março de 2012.

1 de março de 2012

Você rompe o ciclo de ódio, com Amor e Perdão...


Dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros. É a única.
Albert Schweitzer


Creio que você há de concordar comigo, que vivemos um tempo extremamente conturbado. Basta ligar num noticiário que somos bombardeados com notícias relacionados a atos, fatos e acontecimentos violentos.

Observando este cenário, no mundo todo, eu me pergunto. Será que não existe alguma maneira de frear isso, mesmo acabar com tantos acontecimentos violentos?

Pois, são acontecimentos que causam indignação, muitas vezes até revolta. Mas por outro lado, eles me remetem novamente à reflexão!

O que esses acontecimentos interferem em nossa vida? O que eles mudam na sociedade em geral?

Esse questionamento que eu lhe faço , é para que você pense um pouco, sobre a responsabilidade destes acontecimentos. 

Como é que eu posso intervir de alguma forma para interromper esses ciclos de ódio?

Por isso, hoje quero conduzir uma reflexão sobre algumas ideias para diminuir a violência, que pode iniciar ao nosso redor. Bem perto de mim ou de você.

Penso que o caminho para isso está na construção de um ambiente harmonioso, com tolerância e perdão.

Veja só como eu imagino que isto seja possível .

Quero exemplificar, ilustrando com uma historinha!

Certa vez um empresário com grande poder de decisão, tomado por um rompante de ódio, gritou com um diretor da sua empresa. 

Este diretor, ao chegar em casa, na ora de almoçar, encontrando uma mesa fartamente posta, ainda remoendo sua magoa como seu chefe, gritou com a sua mulher, acusando-a de gastar demais.

A mulher por consequência gritou com a empregada, que se assustou e ao levar a louça para a pia, tropeçou num cachorrinho e acabou de quebrar alguns pratos.

Por causa disso, ela ficou muito zangada e chutou o cachorrinho por que ele a ter feito tropeçar.

O cachorrinho saiu correndo da casa, furioso e ao chegar na rua, mordeu uma senhora que passava, por ela lhe atrapalhou a saída o portão.

A senhora por causa da mordida do cão, foi levada à farmácia para tomar uma vacina e fazer um curativo no ferimento da mordida deixada pelo cachorrinho.

Por causa da dor da vacina ela gritou e xingou o farmacêutico. Este ao chegar em casa, gritou com sua mãe, por que o jantar não estava do seu agrado.

Mas, a mãe do farmacêutico, uma pessoa de bem com a vida e tolerante, embebida de muito amor e bondade, perdoou o filho, afagou seus cabelos, beijou-lhe e disse:

- Filho, você está cansado, trabalha muito. Prometo que amanhã, farei o seu doce predileto. Agora você precisa dormir. Vou trocar os lençóis da cama, para que fique bem limpinha e cheirosa. Amanhã você se sentirá muito melhor.

Assim retirou-se, deixando o filho sozinho mergulhado em seus pensamentos.

Naquele momento, a atitude da mãe daquele rapaz, rompeu o círculo do ódio. Com Tolerância, Perdão e Amor.

Então lembre-se de uma coisa importante : apenas a Tolerância, o Amor e o Perdão, podem romper um círculo de ódio. 

E você imagina qual a consequência disso? 

Talvez um dia não termos mais necessidades de presídios, tragédias humanas, guerras.

Utopia? Pode até ser... Se continuarmos alimentando o círculo do ódio... As consequências, você já conhece e sabe aonde isso vai levar!

Pense nisso!



Sigmar Sabin

27 de fevereiro de 2012

Vencendo a baixa autoestima

Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.
Madre Teresa de Calcutá


A baixa autoestima é uma “praga” que assola as pessoas no mundo moderno. E para piorar, estamos vivendo tempos de competição, onde alguns só olham para os seus objetivos e passam por cima de qualquer pessoa e até, dos próprios valores morais para atingi-los.

A baixa autoestima normalmente começa com um fato desagradável, uma resposta negativa, algo que era esperado e não aconteceu. Temos ai então, que a baixa autoestima tem muito a ver com as “expectativas” que nós criamos, os sonhos que desenvolvemos e que na maioria das vezes envolve outras pessoas e que não são nem avisadas que fazem parte do nosso sonho.

Por isso “quebramos a cara”, o que era esperado pela nossa “expectativa” não acontece daquele jeito e começamos a acreditar que algo está errado com a gente.
Bom, para ajudar, acontece um segundo fato negativo quase que na sequência e pronto; começamos a ter aquela impressão de que estamos numa “zica”, numa fase negativa e se vier uma terceira e quarta situação ruim, pronto, já achamos que é “macumba” dos outros…sempre dos outros.

Alias, a baixa autoestima é muito pessoal, mas começa sempre com uma certeza: de que alguém está nos sabotando, ou desejando-nos apenas o mal. Será inveja? Será olho gordo?

Não, é apenas a nossa “energia mental’ que está indo para o ralo.
E junto vai a esperança de dias melhores porque os pensamentos estão naquela faixa que delicadamente chamamos de “inferno astral”, ou seja, a pessoa nesse estado só pensa mer…cadoria…

Mas, como sair dessa zona de guerra mental?
Como levantar a estima e voltar a sorrir?
Primeiro: acabe coma figura da vítima. Nós não somos tão inocentes assim e nem tão culpados. Por isso, nada de julgamentos.
Os erros devem servir como GPS do futuro, ou seja, já sabemos por onde não devemos ir, pois já sabemos o resultado ruim.
Então, já começamos com uma vantagem: já sabemos o que é bom e o que é ruim, o que gostamos e o que não gostamos e assim fica mais fácil sair do atoleiro mental.

Renove os pensamentos.
Cada vez que o pensamento acusador chegar na sua cabeça, mude o disco. Conte carneirinhos, cante a música do Michel Teló (duvido se pensar em outra coisa, essa gruda..ai…ai…se eu te pego..delícia rsss).
Pense em coisas novas e acredite que você pode e merece conquistar o que deseja.

Novo emprego, novo amor, novo salário, novo endereço, novos dentes…
Tudo pode ser renovado quando você deixa de acreditar que não pode e passa a acreditar nas possibilidades que existem em você. A maior “macumba” é a mental, aquela que aprisiona as nossas forças em uma rede de problemas que as vezes só existem no nosso imaginário.

É tempo de renovar tudo, até esse sorriso que eu tenho certeza, pode ficar bem melhor.