13 de fevereiro de 2012

Esperar

Felicidade é ter algo o que fazer, ter algo que amar e algo que esperar... 
Aristotéles


No decorrer do percurso, na caminhada da vida, somos obrigados voluntariamente, ou involuntariamente, a cumprir certas e determinadas acções.
Muitas dessas acções são uma mera imposição de compromissos, dos quais somos os principais protagonistas.
Todos agem e actuam em prol de algo que faz parte, ou irá fazer parte, das suas vidas.
As acções, que praticamos, são seguidas de um momento em que nada nos resta fazer.
Esse momento é, meramente, caracterizado pela espera.
Esperar que os resultados, das nossas correntes acções, se desenvolvam e  tragam o que nós esperavamos ou desejavamos.
Contudo, há certas acções que, cada um de nós, poderia exercer para que os resultados fossem positivos, num modo global.
Em toda a nossa existência, vivemos alguns momentos de espera, os quais não trazem melhorias na qualidade de vida, e por conseguinte, não favorecem a qualidade da saúde do Mundo.
Toda a gente tem os seus momentos de espera.
Todos esperam pelo autocarro; esperam por um táxi; esperam, ansiosamente, sentados nos seus carros, por um sinal luminoso verde, para poderem seguir em frente nos seus caminhos.
Há ainda, pessoas que esperam por um telefonema, por uma carta ou, até mesmo, esperam desesperadamente, pelo fim do mês.
Estas pessoas, têm os seus tais momentos de espera, dos quais são, em grande parte, imposições da vida.
No entanto, há elementos da vida, que poderíamos mudar, em conjunto, se dedicássemos mais tempo aos actos, e menos à espera.
Porquê esperar, que alguém, um dia, acabe com a destruição do Planeta?
Quando podemos, juntos, agir para mininizar essa destruição.
Para assim, um dia mais tarde, tornar essa mesma destruíção extinta, e dar uma longa vida ao nosso Planeta.
Porquê esperar, que as boas acções, para com os outros, sejam praticadas por alguém bondoso?
Quando podemos, ser nós essa pessoa bondosa, e ajudar o próximo e quem necessite, tal como também seremos ajudados, e amparados, quando  precisarmos.
Desta forma, tornaremos o mundo repleto de habitantes de bom coração, e com bem-estar pessoal e social.
Porquê esperar, que os animaizinhos tenham, num futuro, uma existência feliz e descansada?
Quando podemos, juntos e unidos, acabar com as crueldades contra esses seres magnificos, que têm tanto direito de viver, tal como cada um de nós.
Assim, viveríamos em plena harmonia com os animais, e acabaria a extinção de muitas espécies, que sem culpa estão a ser vítimas nas nossas mãos.
Porquê esperar, que, um dia, um inventor qualquer, crie uma máquina que purifique a atmosfera?
Quando podemos, nós mesmos, abdicar, em momentos desnecessários, do carro e passear a pé. Poderíamos largar o vício poluídor do tabaco, que é simplesmente como mini-chaminés a poluir o ar. E, poderíamos minimizar os nossos desperdícios, para acabarmos com as, inúmeras, lixeiras a céu aberto.
Com tudo isto, melhoraríamos a qualidade do ar que respiramos, e diminuiríamos a poluíção da atmosfera.
Porquê esperar, que a violência e as drogas, acabem por obra divina do Espirito Santo?
Quando poderíamos ajudar aqueles que, se deixam levar pelos maus caminhos da vida, como também, poderíamos alertar quem se encontra «às portas» desses mesmos, desencaminhadores, caminhos.
Se assim o fizéssemos, seríamos uma comunidade familiar, onde a confiança entre todos era, pacificamente, algo de união e força.
Viveríamos, sem medos e receios.
Ou seja, instalar-se-ia a Paz e Harmonia, onde o bem-estar se tornaria global pelo Mundo.
Porquê esperar, que as coisas boas se tornem realidade, quando nada fazemos para que elas sejam, na verdade, algo de comum para todos?
Em vez de aguardarmos que, um dia, alguém se lembre de tornar real, o que mais desejamos, em algo visível ou, até mesmo, em algo que possamos sentir, deveríamos ter como hábito comum de vida, as acções que são positivas ao melhoramento da nossa vida, da vida dos outros, e à vida do Mundo.
Para quê esperar, quando podemos deixar essa mesma espera de lado, e «trabalharmos», para que a Felicidade e Paz seja um bem digno, e ao alcance, de todos.
Mas, para isso, não se pode deixar que a «espera», seja um hábito global de mero comodismo.
Há que lutar para que, juntos e unidos, possamos mudar e melhorar o que de mal, e errado, há no Mundo a que todos pertence e, por conseguinte, na vida de todos nós.
Podemos ser pró-activos, ou envelhecer à espera que actuem por nós.
Marta Costa

10 de fevereiro de 2012

Tenha coragem para mudar de opinião...

Eu não me envergonho de corrigir meus erros e mudar as minhas opiniões, porque não me envergonho de raciocinar e aprender.
Alexandre Herculano


Coragem...

Segundo a Wikipédia: Coragem (do latim coraticum) é a habilidade de confrontar o medo, a dor, o perigo, a incerteza ou a intimidação. Uma pessoa corajosa é uma pessoa que, mesmo com medo, faz o que tem a fazer. Pode ser dividida em física e moral.

O homem sem temeridade motiva-se a ir mais além. Enfrenta os desafios com confiança e não se preocupa com o pior. O medo pode ser constante, mas o impulso o leva adiante. Coragem é a confiança que o homem tem em momentos de temor ou situações difíceis, é o que o faz viver lutando e enfrentando os problemas e as barreiras que colocam medo, é a força positiva para combater momentos tenebrosos da vida.

Então eu volto a dizer: CORAGEM!

Sim, é isso que nós precisamos para seguir e por em prática o que afirmou Alexandre Herculano no pensamento que trouxe hoje para refletir.

Mudar de opinião, admitir erros, aceitar que não somos donos da verdade. Aprender com quem teoricamente, saberia menos que nós.

Por isso a provocação de hoje !

Sobre abandonar velhos paradigmas. Sobre questionar o que nos é mostrado como verdade absoluta!

Acredite, este é meu desafio aos alunos no primeiro dia de aula! Desafio eles a duvidarem das verdades que apresento para eles, com a condição de trazerem uma verdade.

Isso faz com que parem para pensar. Refletir. Consequentemente, quando fazem isso, estão dispostos a aprender.

Justamente por isso que volto a você , com o pensamento de Herculano!

Não sinta medo, nem vergonha de admitir, quando for necessário, que se enganou.

Não deixe que sua preocupação sobre o que os outros vão dizer ou pensar, quando se deparar com uma situação assim.

Coragem !

Quando você fizer isso, superar esse tipo de obstáculo. Mudanças surpreendentes irão acontecer em sua vida e no mundo ao seu redor.

Não sinta vergonha de aprender algo novo!

Esta é minha mensagem para você hoje!

Pense nisso hoje...e tenha uma sexta feira de ótimas recordações mais adiante.

Sigmar Sabin

7 de fevereiro de 2012

Recomeçar

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar! 
Mário Quintana


Não importa onde você parou...
Não importa onde você parou,
em que momento da vida você cansou,
o que importa é que sempre é possível
e necessário “Recomeçar”.
Recomeçar é dar uma nova
chance a si mesmo.
É renovar as esperanças na vida
e o mais importante:
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado.
Chorou muito?
Foi limpeza da alma.
Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia.
Sentiu-se só por diversas vezes?
É por que fechaste a porta até para os outros.
Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora.
Pois é!
Agora é hora de iniciar,
de pensar na luz,
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal um novo emprego?
Uma nova profissão?
Um corte de cabelo arrojado, diferente?
Um novo curso,
ou aquele velho desejo de apender a pintar,
desenhar,
dominar o computador,
ou qualquer outra coisa?
Olha quanto desafio.
Quanta coisa nova nesse mundão
de meu Deus te esperando.
Tá se sentindo sozinho?
Besteira!
Tem tanta gente que você afastou
com o seu “período de isolamento”,
tem tanta gente esperando apenas um
sorriso teu para “chegar” perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza nem
nós mesmos nos suportamos.
Ficamos horríveis.
O mau humor vai comendo nosso fígado,
até a boca ficar amarga.
Recomeçar!
Hoje é um bom dia para começar
novos desafios.
Onde você quer chegar?
Ir alto.
Sonhe alto,
queira o melhor do melhor,
queira coisas boas para a vida.
pensamentos assim trazem para nós
aquilo que desejamos.
Se pensarmos pequeno,
coisas pequenas teremos.
Já se desejarmos fortemente o melhor
e principalmente lutarmos pelo melhor,
o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da Faxina Mental.
Joga fora tudo que te prende ao passado,
ao mundinho de coisas tristes,
fotos,
peças de roupa,
papel de bala,
ingressos de cinema,
bilhetes de viagens,
e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados.
Jogue tudo fora.
Mas, principalmente,
esvazie seu coração.
Fique pronto para a vida,
para um novo amor.
Lembre-se somos apaixonáveis,
somos sempre capazes de amar
muitas e muitas vezes.
Afinal de contas,
nós somos o “Amor”.

Paulo Roberto Gaefke

28 de janeiro de 2012

Curando as Emoções

"A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar duram uma eternidade. A vida não é de se brincar porque um belo dia se morre." 
Clarice Linspector


São tantas emoções - já dizia o cantor popular.
E experimentamos essas emoções no nosso corpo, não na nossa mente.
A emoção é antes de tudo um estado físico.
Não falamos do medo de ficar com o coração na boca? Ou da alegria de sentir o coração leve?
Existe uma ligação entre o cérebro e o coração. Uma ligação física entre o nosso cérebro emocional chamado de límbico e o nosso coração.

A coisa funciona assim:
Temos um cérebro chamado cognitivo que é: educado, racional, diplomático, controlador e um cérebro límbico: emocional, primitivo, tipo homem das cavernas, que fica ali no fundo em guarda.
Quando ele percebe o perigo ou uma oportunidade excepcional, um inimigo ou uma pessoa atraente, ele aciona o alarme, e em milésimos de segundos ele cancela todas as operações e interrompe todas as atividades do cérebro cognitivo.
E isso continua acontecendo hoje com o homem e a mulher modernos, então nos descobrimos emotivos demais ou completamente irracionais.
Um ataque de ansiedade - o pânico - nasce desse jeito.
As imagens que vemos e os sons que ouvimos são o botão vermelho das nossas emoções.

Cuidado com as imagens que você deixa entrar e com as palavras e sons que penetram em você.
Por isso os mantras são tão importantes para acalmar esse cérebro selvagem.
Por isso contemplar a natureza é tão relaxante.
E não adianta pensar que você pode cultivar o controle de tudo através do cérebro cogniivo, é como jogar lixo embaixo do tapete, uma hora ele acaba aparecendo e aí o caos se instala. Importante é ter inteligência emocional, desenvolvendo a harmonia entre esses cérebros, meditando.

Meditar não é sair desse mundo. É entrar profundamente nele. É estar presente como um sorriso interno. Respirando e conectando com nosso coração no dia-a-dia. Pode ser num supermercado, no carro, no trabalho, com nosso filhos, com nosso amor.

Dizem os budistas que podemos transformar emoções negativas em virtudes. Que a energia da raiva é a mesma do amor, só que num pólo diferente. Que a energia da inveja é a mesma que a da admiração.Que a energia do medo é a mesma que a da coragem. Que a energia da ignorância é a mesma que a da sabedoria. É como uma alquimia, o nosso ouro interior surge quando nos aceitamos sem críticas e confiamos na nossa natureza pura, na nossa luz.

O segredo é aceitar nossa natureza que pode estar encoberta. Mas está lá, sempre esperando por este momento. Quando você olha para dentro e entende que é assim a complexidade da vida. E confia.

Mirna Grzich 

10 de janeiro de 2012

Para nunca mais chorar…

Não é possível chorar e pensar ao mesmo tempo, pois cada pensamento absorve uma lágrima.
Jules Renard 


Passava do meio dia, o cheiro de pão quente invadia aquela rua, um sol escaldante convidava a todos para um refresco. Ricardinho não agüentou o cheiro bom do pão e falou:
- Pai, to com fome!

O pai, “seu Agenor”, sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência…
-Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu to com muita fome pai!
Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Seu Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na Padaria a sua frente. Ao entrar dirige-se a um  senhor no balcão:
- Meu Senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos ai na porta com muita fome, não tenho nenhum tostão pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei. Eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o Senhor precisar.
Amaro, o dono da Padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho. Seu Agenor, pega o filho pela mão e apresenta-o ao Senhor Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso P.F (Prato Feito), arroz, feijão, bife e ovo. Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua, para o Seu Agenor, uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá, grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada. A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e a lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades. Amaro se aproxima do Seu Agenor e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar:
- O Maria, sua comida deve ta muito ruim, olha o meu amigo ta até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato…?
Imediatamente, Seu Agenor, sorri, e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer.

Amaro pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho.
Mais confiante  Seu Agenor, enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas. Após o almoço, Amaro convida o Seu Agenor para uma conversa nos fundos da Padaria, onde havia um pequeno escritório. Seu Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo de pequenos “biscates aqui e acolá”, mas que há 2 meses não recebia nada.
Amaro, resolve então contratar o Seu Agenor para serviços gerais na Padaria, e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias. Seu Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho.
Ao chegar em casa com toda aquela “fartura”, seu Agenor é um novo homem, sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso, Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores.
No dia seguinte as 5 da manhã, Seu Agenor, estava na porta da Padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho. O Senhor Amaro, chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando. Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele chamava-o para ajudar aquela pessoa. E, ele não se enganou, durante um ano, Seu Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres.

Um dia, Amaro chama o Seu Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da Padaria, e que ele fazia questão que Seu Agenor fosse estudar. Seu Agenor até hoje não consegue esquecer seu primeiro dia de aula, a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta…
Doze anos se passaram desde aquele primeiro dia de aula, vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros, hoje advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro. Ao meio dia ele desce para um café na Padaria do amigo Amaro,  que fica impressionado em ver o “antigo funcionário” tão elegante em seu primeiro terno.
Mais dez anos se passam e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço. Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho, o agora nutricionista Ricardo Baptista.
Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um, conta até que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido.

Conta-se no céu, que o próprio Mestre Jesus veio recebê-los com um sorriso  e um coro de mil anjos entoando uma música que falava da vitória dos que sabem persistir.
Ricardinho, o filho mandou gravar na frente da “Casa do Caminho” que seu pai fundou com tanto carinho:
“Um dia eu tive fome, e você me alimentou.
Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho.
Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço.
Que Deus habite em seu coração, alimente sua alma e te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar”
P.S. Esta é uma estória que os anjos me contaram, qualquer semelhança com a realidade, pessoas ou fatos, será mera coincidência (?)

Paulo Roberto Gaefke