Vale de Núvens
2 de junho de 2011
O Que é o desâmimo? O desânimo é inimigo sutil do ser humano.
Instala-se a pouco e pouco, terminando por vencer as resistências morais, que se sentem desestimuladas por falta de suporte emocional para a luta.
São várias as causas do desânimo.
Pode ser resultante de uma enfermidade orgânica, que gera perda de energia, por conseqüência, de entusiasmo pela vida.
Pode resultar de estresse decorrente de agitação ou de tensões continuadas.
Também por frustrações profundas, que deixam n'alma um grande vazio.
Contudo, seja qual for a causa, o importante é não se deixar envolver pelo desânimo, desalentador e destruidor de vidas.
Se a causa é a enfermidade, o estresse ou a frustração, há que se buscar a terapia conveniente.
Por vezes, um pequeno estímulo, um alento é suficiente para se sair de um estado de desânimo para o de entusiasmo.
Um ilustre juiz contou certa vez um episódio que transformou toda a sua vida.
Aos 16 anos de idade, viu-se obrigado a deixar a escola e a se empregar como varredor numa fábrica.
Quando veio a crise econômica da década de 1930, numa tarde cinzenta, na véspera de natal, ele foi despedido, junto com centenas de outros empregados.
Quando saiu para a rua, ao final do turno de trabalho, foi seguindo no meio de uma fila silenciosa e sombria de operários.
Embora adolescente, ele se sentia envelhecido num mundo sem esperanças.
À sua frente, caminhava um homem magro e mal vestido.
Aquele homem também fora despedido.
Mas ia assobiando pelo caminho.
O rapaz se aproximou dele e perguntou: o que você vai fazer agora?
E o desconhecido respondeu com naturalidade: acho que vou para a África.
Lá, rapaz, as estrelas sobre o deserto são do tamanho de ameixas.
Ou talvez eu vá para o Rio de Janeiro.
As luzes ali sobem sem parar da praia até o céu.
O mundo é bem grande, rapaz, e o que há nele dá de sobra para fazer qualquer homem feliz, desde que não tenha medo de ir aonde a cabeça e o coração o levarem.
Para o adolescente, aquelas palavras tiveram um grande efeito.
Foi como se tivesse sido aberta uma janela na parede de uma prisão e ele pudesse ver através de milhões de quilômetros.
Foi para casa com a cabeça cheia de planos.
Se aquele homem, bem mais maduro do que ele, tinha forças para tecer planos para o futuro, ele, adolescente, deveria ter muito mais.
E, pensando assim, na semana seguinte não somente conseguiu encontrar um meio de se manter, como se matriculou numa escola noturna, perseguindo o seu sonho que viria se tornar realidade: formar-se em direito e seguir a carreira da magistratura.
Ser um juiz.
***
Nunca será demais insistir que a oração é arma poderosa para o combate ao desânimo.
Ela favorece a canalização de energias superiores que vertem da divindade em direção ao indivíduo que se encontra em atitude receptiva.
Com a prece, a criatura vai sentindo momentos de bem-estar e euforia.
São momentos rápidos, mas que pela constância, vão se fixando na criatura, até se tornarem habituais, preenchendo o vazio interior.
O hábito da oração sincera restitui a alegria de viver, oferecendo ao ser metas saudáveis e renovadoras, que o enriquecem de paz interior.
São várias as causas do desânimo.
Pode ser resultante de uma enfermidade orgânica, que gera perda de energia, por conseqüência, de entusiasmo pela vida.
Pode resultar de estresse decorrente de agitação ou de tensões continuadas.
Também por frustrações profundas, que deixam n'alma um grande vazio.
Contudo, seja qual for a causa, o importante é não se deixar envolver pelo desânimo, desalentador e destruidor de vidas.
Se a causa é a enfermidade, o estresse ou a frustração, há que se buscar a terapia conveniente.
Por vezes, um pequeno estímulo, um alento é suficiente para se sair de um estado de desânimo para o de entusiasmo.
Um ilustre juiz contou certa vez um episódio que transformou toda a sua vida.
Aos 16 anos de idade, viu-se obrigado a deixar a escola e a se empregar como varredor numa fábrica.
Quando veio a crise econômica da década de 1930, numa tarde cinzenta, na véspera de natal, ele foi despedido, junto com centenas de outros empregados.
Quando saiu para a rua, ao final do turno de trabalho, foi seguindo no meio de uma fila silenciosa e sombria de operários.
Embora adolescente, ele se sentia envelhecido num mundo sem esperanças.
À sua frente, caminhava um homem magro e mal vestido.
Aquele homem também fora despedido.
Mas ia assobiando pelo caminho.
O rapaz se aproximou dele e perguntou: o que você vai fazer agora?
E o desconhecido respondeu com naturalidade: acho que vou para a África.
Lá, rapaz, as estrelas sobre o deserto são do tamanho de ameixas.
Ou talvez eu vá para o Rio de Janeiro.
As luzes ali sobem sem parar da praia até o céu.
O mundo é bem grande, rapaz, e o que há nele dá de sobra para fazer qualquer homem feliz, desde que não tenha medo de ir aonde a cabeça e o coração o levarem.
Para o adolescente, aquelas palavras tiveram um grande efeito.
Foi como se tivesse sido aberta uma janela na parede de uma prisão e ele pudesse ver através de milhões de quilômetros.
Foi para casa com a cabeça cheia de planos.
Se aquele homem, bem mais maduro do que ele, tinha forças para tecer planos para o futuro, ele, adolescente, deveria ter muito mais.
E, pensando assim, na semana seguinte não somente conseguiu encontrar um meio de se manter, como se matriculou numa escola noturna, perseguindo o seu sonho que viria se tornar realidade: formar-se em direito e seguir a carreira da magistratura.
Ser um juiz.
***
Nunca será demais insistir que a oração é arma poderosa para o combate ao desânimo.
Ela favorece a canalização de energias superiores que vertem da divindade em direção ao indivíduo que se encontra em atitude receptiva.
Com a prece, a criatura vai sentindo momentos de bem-estar e euforia.
São momentos rápidos, mas que pela constância, vão se fixando na criatura, até se tornarem habituais, preenchendo o vazio interior.
O hábito da oração sincera restitui a alegria de viver, oferecendo ao ser metas saudáveis e renovadoras, que o enriquecem de paz interior.
1 de junho de 2011
Insubstituível
Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível".
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim.
-E Beethoven ?
- Como? - o encara o diretor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio...
O funcionário fala então:
- Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.
Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.
Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Michel Jordan? etc...
Todos esses talentos marcaram a históriafazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.
Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'erros/ deficiências' .
Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso,
Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico..
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.
Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Se seu gerente/coordenador , ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder/ técnico, que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola,
Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.
Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados . . . apenas peças.
Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'.
Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:
"Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:... Ninguém... pois nosso Zaca é insubstituível"
Portanto nunca esqueça:
Você é um talento único... ninguém te substituirá!
"Sou um só, mas ainda assim sou um.
Não posso fazer tudo,...mas posso fazer alguma coisa.
Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."
No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é...e outras que vão te odiar pelo mesmo motivo, acostume-se a isso...
É bom para refletir e se valorizar!
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível".
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim.
-E Beethoven ?
- Como? - o encara o diretor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio...
O funcionário fala então:
- Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.
Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.
Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Michel Jordan? etc...
Todos esses talentos marcaram a históriafazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.
Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'erros/ deficiências' .
Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso,
Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico..
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.
Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Se seu gerente/coordenador , ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder/ técnico, que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola,
Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.
Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados . . . apenas peças.
Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'.
Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:
"Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:... Ninguém... pois nosso Zaca é insubstituível"
Portanto nunca esqueça:
Você é um talento único... ninguém te substituirá!
"Sou um só, mas ainda assim sou um.
Não posso fazer tudo,...mas posso fazer alguma coisa.
Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."
No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é...e outras que vão te odiar pelo mesmo motivo, acostume-se a isso...
É bom para refletir e se valorizar!
Sonhe!
"Todos nós temos nossas máquinas de tempo. Algumas nos levam de volta, elas são chamadas recordações. Algumas nos levam adiante, elas são chamadas sonhos."
(Jeremy Irons)
(Jeremy Irons)
Leve dois e pague um
– Onde está Jamie? – gritou minha prima Lee Ann.
"Meu Deus, onde está Jamie?", pensei, na beira da piscina da casa de meus pais. A pergunta sobre o desaparecimento momentâneo de meu filho de cinco anos produziu ondas de choque em todo o meu corpo.
A piscina era cercada por uma faixa de segurança e o fundo descia em rampas suaves até uma profundidade máxima de apenas um metro e vinte. As crianças estavam acostumadas a passar a tarde na piscina da avó enquanto ficávamos tomando conta delas, encharcados de água e de entusiasmo infantil.
Na inesquecível tarde do grito de Lee Ann, Jamie estava andando perto da faixa de segurança e escorregou, caindo na parte mais funda. Foi só tirarmos os olhos de cima dele por uma fração de segundo, e pronto! Também numa fração de segundo avistei Jamie e mergulhei.
Quando o puxei para cima, ele veio esperneando, chorando de medo e gritando que queria sair da água. Minha culpa queria atender ao seu desejo e tirá-lo da água, mas meu instinto paterno me disse para ficar na piscina com ele. Nós dois estávamos tremendo, mas continuei falando com ele, dizendo que devemos respeitar a água, que às vezes pode assustar. Eu o abraçava firmemente, andando dentro da piscina. Uns dois minutos depois, o susto tinha passado e ele começou a brincar novamente.
Senti-me culpado e triste por ser mau pai. "Um bom pai não deixa o filho quase se afogar", dizia para mim mesmo. No auge do meu festival de autopiedade, Lee Ann chegou perto de mim, dizendo:
– Você é um pai incrível! Admiro seu jeito para manejar a situação. Ele nunca mais vai ter medo de água!
Lee Ann nos salvou aquele dia. Salvou a vida do meu filho gritando "Onde está Jamie?" e salvou minha vida como pai! Seu comentário elogioso me levou da piedade ao orgulho. É impresssionante o que pode acontecer quando a gente se olha através dos olhos de outro.
Barry Spilchuk
Você não está só – Histórias de amor e coragem
Você não está só – Histórias de amor e coragem
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