25 de maio de 2011

A Fábula do Porco-Espinho


Certa vez, um rapaz rico e garboso passeava num bosque, encontrando um Porco-espinho ele parou e ficou observando a forma desengonçada de andar do bicho. E por julgá-lo um desafortunado e hostil, foi logo lhe perguntando: - Você assim tão espinhoso, como podes desse jeito, namorar e ter paz? - O Porco-espinho, delicadamente respondeu-lhe fazendo outra pergunta: - por acaso tu tens dificuldades para namorar alguém da tua espécie? - O rapaz respondeu que não. Só então, disse-lhe o Porco-espinho: - A minha paz não depende só da minha atitude, mas, principalmente da tua. - Como assim! - Indaga o rapaz; e o Porco-espinho emenda:
- Meus espinhos são minhas únicas armas, mas só de defesa, está ouvindo!

Sobre a obra

Este Conto Fabuloso, apesar de sua singeleza, tem a intenção de contribuir para reflexões instigantes, visando caminhos para uma convivência harmoniosa entre os diferentes. Sendo que, seu autor acredita ser o respeito e a preservação à natureza, a maior contribuição para este propósito

22 de maio de 2011

A Transformação pelo Fogo


"Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua sendo milho para sempre."
Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também.
Imagino a pobre pipoca fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela.
A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!
E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado.
Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho da pipoca que se recusa a estourar. São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosas do que o seu jeito de ser. A presunção, o medo, são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, seu destino é triste, já que ficará dura a vida inteira.
Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém.
Rubem Alves
Do livro: "O amor que acende a lua"
Editora Papirus

20 de maio de 2011

AMBIÇÃO

Charlie Boswell sempre foi meu ídolo. Inspirou-me e a muitos outros a se elevar acima das circunstâncias e viver a verdadeira paixão. Charlie perdeu a visão na Segunda Guerra Mundial ao salvar seu amigo de um tanque em chamas. Era um grande atleta antes do acidente e, em testemunho do seu talento e determinação, resolveu tentar um novo esporte, que ele nunca havia praticado enquanto enxergava... golfe!
Com muita persistência e um profundo amor pelo esporte, veio a ser Campeão Nacional de Golfe para Cegos! Recebeu o título 13 vezes. Um dos seus ídolos era o grande golfista Ben Hogan, portanto, foi uma verdadeira honra para Charlie vencer o Prêmio Ben Hogan em 1958.
Quando foi apresentado a Ben Hogan, Charlie ficou deslumbrado e confessou seu desejo de jogar uma partida com o grande campeão.
Hogan, por sua vez, sabendo das conquistas de Charlie, considerou o convite uma honra.
– Quer jogar a dinheiro? – perguntou Charlie.
– Não posso jogar a dinheiro com você, não seria justo! – disse Hogan.
– Ah, que é isso, Hogan. Mil dólares por buraco!
– Não posso. O que as pessoas diriam, tirando vantagem da sua condição? – insistiu o campeão.
– Está com medo, Hogan?
– Tudo bem! – Hogan aceitou com relutância. – Mas vou jogar o melhor que sei!
– Muito bem, Charlie, escolha a hora e o lugar.
Confiante, Charlie respondeu:


(John Kanary, em Você não está só – Histórias de amor e coragem)

3 de maio de 2011

A vida é urgente...

Bom dia!!!!

A vida é urgente...



Há pessoas que nos falam e nem escutamos, há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam, mas há pessoas que simplesmente aparecem em nossas vidas e nos marcam para sempre.
Cecília Meireles



Quantas pessoas marcaram sua vida para sempre? E quais delas você ainda poderá chegar até elas hoje e fazer como vou fazer agora.

Dizer: você é muito importante pra mim. Mesmo que talvez, nem tenhamos a oportunidade e nos conhecermos pessoalmente.

Talvez esta colocação nos remeta a alguma lembrança de pessoas que foram importantes e já partiram. E nem tivemos tempo de falar-lhes em vida, o quanto foram importantes.

Inspirado nesta passagem, que quero lembrar o quanto na vida, algumas coisas são importantes. Serem feitas enquanto estamos vivos.

Com base num texto que circula na internet, sem citação de autoria, vou apresentar aqui, para sua compreensão sobre a importância de fazer algumas coisas enquanto estamos vivos.

Por isso, vou dizer a você , o que eu prefiro que façam agora que estou vivo!

Prefiro que esteja comigo uns poucos de minutos agora que estou vivo, do que uma noite quando eu morrer.

Prefiro que segure suavemente a minha mão agora que estou vivo, e não apoie o teu corpo sobre mim quando eu morrer.

Prefiro que me dê uma pequena flor agora que estou vivo, e não me traga um enorme ramo quando eu morrer.

Prefiro que façamos uma oração ao Mestre agora que estou vivo, do que um culto cantado e celebrado quando eu morrer.

Prefiro que me diga umas palavras de alento agora que estou vivo, do que um discurso quando eu morrer.

Prefiro escutar um único acorde de guitarra agora que estou vivo, do que uma seleção triste de musicas quando morrer.

Prefiro que me dedique umas palavras amigas e sinceras agora que estou vivo, do que um epitáfio na minha tumba quando morrer.

Prefiro desfrutar de mais detalhes agora que estou vivo, do que grandes manifestações quando morrer.

Prefiro escutar-te um pouco nervosa dizendo o que sente por mim agora que estou vivo, do que um grande lamento por não ter dito a tempo.

Aproveitemos os nossos queridos e os nossos amigos, agora que estão entre nós.

Valorize as pessoas que estão ao teu redor.

Ame-as, Respeite-as, se junta a elas… Enquanto estão vivas, porque depois da morte tudo é desnecessário.

Pense que isso é URGENTE !


Pense Nisso Hoje... Viva bem seu dia de hoje... isso é URGENTE

2 de maio de 2011

Paixão, veiculo ou arma letal?

Porque à bordo de um carro
nos portamos como medievais
cavaleiros?
Nas ruas, caminhando, somos
passarinhos.
Mas basta entrar em um carro,
vestimos nossas armaduras à guerra.
Está certo isso, me pergunto?
Cadê a cordialidade?
Onde vai parar a gentileza?
Porque temos de ser assim?
Muitas perguntas eu sei,
e sei que a resposta esta dentro de nós.
Em nosso consciente e subconsciente.
Porque um carro, seja um fusca ou uma ferrari
nos dá um prazer orgasmico até por trás
do volante.
Nos dá autoconfiança, nada pode nos deter!
Eis o problema: a soberba!
E como o sonho de consumo de todos nós
é estar a bordo de um carro, lá vamos nós!
Mas por inconsequentes que somos à bordo
de um, pagamos uma alta fatura.
Até quando?
Campanhas de conscientização, realmente
conscientizam, ou nos fazem rir?
Alguém sabe se impor limites?
Ou isso seria pagar mico?
Geralmente deixamos para que o que está
à nossa frente, ou atrás de nós, se
preocupe com isso, e sabemos no que dá,
desastre na certa.
Temos de para de pensar que somos reis
dentro de uma carruagem.
Por isso devemos ter leis mais severas ainda,
punir é a solução. Gostem ou não.
Para talvez a partir dai, deixarmos de perder
tantas vidas por um objeto de desejo
que loucamente transforma em armas letais.
Para que termos carros que andam a 300 Km/h
se nossas estradas são pavororas?
Quantas vidas mais precisaremos ver
ceifadas precocemente, para acordarmos
deste pesadelo?
Quero ver a quem amo sair de casa e voltar
inteiro.
Não podemos deixar a sujeira sob o tapete
e nos olhar no espelho e ver onde estamos
errando e nos corrigir.
Ainda há tempo, pouco mas há.