3 de setembro de 2010

Pesquisadores revelam Fraudes contra a Familia Serra ao longo dos Séculos*


Fonte: Revista Piauí

USP – Professores de história, pesquisadores, cientistas políticos e membros da bancada ruralista apresentaram, hoje de manhã, um estudo que comprova a violação de membros da família Serra desde o século XVI. O comitê da campanha “Serra na Hora da Virada” convocou uma coletiva de imprensa para apresentar as evidências. Na abertura, José Serra fez um discurso inflamado: “Ao longo dos séculos, minha linhagem foi acusada com histórias da carochinha, trololós do arco da velha e bafafás inescrupulosos”. Em seguida, discorreu longamente sobre as técnicas de espionagem adotadas pela KGB, Gestapo, Interpol, Scotland Yard e FBI para sabotar as antigas e futuras gerações de Serras. As nove pessoas presentes à coletiva foram acordadas novamente para observar a projeção de transparências que reproduzimos abaixo:





O Conde Parnáfasus Serra teve seu banco de sangue violado por camponeses aloprados. O caso foi levado para a Inquisição, mas não deu em nada.


A capitania hereditária de Joaquim Serra foi invadida por índios da costa brasileira e caseiros. Todas as suas cartas de alforria foram vasculhadas. O suposto crime foi levado à corte, mas os culpados não foram encontrados.



Don Antonio Serra, um grande conquistador, ficou famoso por ser o único Serra dotado de carisma. Durante uma noite de paixão intensa, teve todas as suas cartas de amor vasculhadas pelas amantes Vânia, Dona Maria e por seu parceiro Damião. Deprimido, Don Antonio sequer tentou reaver seus sonetos decassílabos.


Ninguém fazia uma “Lula à dorê” como o cozinheiro Jean Pierre Serrá. Mas o mestre dos temperos improváveis sofreu anos com a violação de suas receitas pelo bandejão da CUT. Serrá tentou levar o caso adiante, mas morreu envenenado.



Famoso pelo truque solene com que fazia brotar imensas cabines de pedágio no palco e com a desenvoltura com que fazia desaparecer imensos acampamentos de Sem Terra, o grande mágico David Roldini Serra caiu no ostracismo depois de ter sua técnica exposta em um programa de TV comunitária ligado ao MST. Todos os envolvidos desapareceram.

Na saída da coletiva, Serra perdeu o laser que usava para apontar as transparências na parede. Ao chegar no carro, deu falta dos óculos.

O que dizem Dilma, Serra e Marina...

A série de entrevistas do Jornal da Globo com os candidatos à presidência acabou ontem, e abaixo reproduz-se o que Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva disseram em suas sabatinas. Entre os temas mais abordados figuram meio ambiente, corrupção, pesquisas eleitorais, programas sociais e, é claro, prioridades para um novo governo. Confira:

Dilma Roussef em 30/08





José Serra 31/08





Marina Silva 01/09











Fonte: Rádio do Moreno

1 de setembro de 2010

Jornalismo Escroto*

* Fonte: Blog do Flávio Gomes 


É mesmo a revista mais escrota do planeta. Alguém se deu o trabalho de reparar na capa de “Veja” desta semana? É sobre os trabalhadores presos numa mina no Chile. Um drama, claro. Merece capa de revista, claro.
Mas notem a foto. O cara parece o Lula, não? Ou um operário, ou um sem-terra. O estereótipo que “Veja” tem de operários, trabalhadores, camponeses, petistas. Até o chapéu é vermelho.
E a manchete? “Os homens do abismo”, com “abismo” destacado em letras maiores, de novo em vermelho.
Abismo? De onde esses retardados tiraram que uma mina, um buraco numa montanha, é um abismo? Um abismo? É claro que até os analfabetos que escrevem para “Veja” sabem que há diferenças claras entre buracos e abismos. Mas resolveram partir para uma grande sacada na capa. Sacaram? O cara que parece o Lula, os petistas, o ”abismo” em vermelho…
É mais uma tentativa primária, grotesca, tosca, mais uma, de “alertar a classe média para o perigo vermelho”. Por que não assumem o que querem para o Brasil? Que preferem o candidato A ao candidato B? Será que se acham mesmo brilhantes por colocar nas bancas uma capa que nem essa?
Caso seu interesse ainda seja grande sobre este texto saiba mais em: http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/pesquisa-da-puc-veja-se-transformou-no-maior-fenomeno-de-anti-jornalismo.html

Eike Batista promete montadora nacional até o ano que vem*


O empresário Eike Batista já se envolveu no setor automotivo algum tempo atrás, através da empresa EBX.
Esta produzia um jipe 4×4 com mecânica diesel Peugeot, mas o negócio não foi pra frente. Agora, Eike quer criar uma montadora de automóveis nacional e quer fazer isso em até um ano.
O empresário da mineração disse que hoje em dia o know how se traz de outras empresas ou se adquire.
Depois de iniciar o investimento da nova empresa com capital próprio, Eike pretende abrir o capital para novos investidores, uma receita que ele já pratica em suas outras empresas.
Eike está certo, hoje em dia a tecnologia está disponível para quem tem dinheiro pra gastar ou mesmo parcerias sempre são bem vindas.
Neste caso o investimento inicial é reduzido e a tecnologia já provada é adquirida do parceiro.
Eike estava tentando montar parcerias com montadoras chinesas, especialmente a BYD, mas parece que o negócio não vingou. Agora a idéia é partir para uma marca nacional e apostar no mercado brasileiro.
Enfim, para quem sempre sonhou com uma montadora de capital brasileiro e aparentemente disposta a competir no mercado – Eike não vai entrar nessa pra perder dinheiro – a nova marca de Batista chegará ao momento em que o Brasil será o quarto mercado mundial definitivamente.
Vamos torcer para que dê certo.




Chacina no México*


* Fonte: Blog do Flávio Gomes

Leio nas folhas que a tia de Juliard Aires Fernandes, 19 anos, um dos chacinados pelos traficantes mexicanos que mataram 72 imigrantes que tentavam entrar ilegalmente nos EUA, disse que seu sobrinho poderia estar vivo no Brasil se o país lhe oferecesse oportunidades.
Ele e Hermínio Cardoso dos Santos, 24, são os brasileiros que estavam no grupo executado pelo crime organizado no país mais neoliberal da América Latina, parceirinho comercial dos EUA, gracinha-gracinha. Queriam fazer a América.
Ambos pagaram 24 mil reais para pilantras que prometeram colocá-los nos EUA. “Ninguém sai da própria pátria sem ser por necessidade. Aquilo que nosso país não dá, vamos buscar lá fora. É ilegal? É, mas qual é a alternativa? Entra e sai presidente e não se faz nada”, disse a tia ao repórter Rodrigo Vizeu, da “Folha de S.Paulo”. A tia viveu seis anos nos EUA. A mãe do outro assassinado, dona Maria, contou que seu filho Hermínio queria “ganhar um dinheirinho para fazer uma casa e, se sobrasse, comprar um carro velho”. O menino já tinha sido deportado da Itália e impedido de entrar em Portugal.
O país que não “dá condições”, no entanto, lhe deu a chance de comprar uma passagem para a Itália, outra para Portugal, e mais uma para a Guatemala, a partir de onde tentou entrar nos EUA. E lhe deu condições de arrumar 24 mil reais para tentar entrar ilegalmente nos EUA.
Que me desculpem a mãe de um e a tia de outro, mas o dinheiro das passagens, mais a taxa de imigração ilegal seriam suficientes para comprar um carro velho. E talvez para começar a fazer uma casa na zona rural mineira, de onde saíram. O que o país não lhes dá é a chance de ganhar dinheiro fácil. Ou de sonhar em ganhar dinheiro fácil, como promete a América encantada.
Jamais vou julgar ninguém por querer morar fora do Brasil. Nem por querer ganhar dinheiro fácil. Cada um faz o que quer, acredita no que quiser. Mas esses dois meninos, embora sejam daquela classe social que vagamente chamamos de “gente simples e pobre”, sabiam exatamente o que estavam fazendo quando arrumaram os 24 mil reais para comprar uma passagem ilegal para o sonho americano. Não é pouco dinheiro. Sabiam que o que estavam fazendo era ilegal. Estavam tentando ludibriar um país que não quer mais receber ninguém. Sabiam os riscos que estavam correndo. Poderiam ter investido melhor esse dinheiro. Na sua roça, num trator, num curso de inglês, num pequeno negócio em suas cidades, numa faculdade.
Mas preferiram optar pela vida fácil: fazer a América lavando louça ou pintando paredes. Tiraram 24 mil reais de suas famílias em nome de um desejo babaca. Perderam suas vidas.
Esse tipo de imigrante não tem graça nenhuma, valor nenhum. É bem diferente daquele que saiu da Europa,ou do Japão, ou da África, fugindo da guerra, da miséria, da fome, da perseguição. Ou daqueles que fogem de ditaduras, da opressão. Ou mesmo daqueles que simplesmente buscam novas aventuras, desejam viver, aprender, crescer em outro país.
Não existe nada de errado em querer morar fora de seu país. Absolutamente nada.
Mas é uma injustiça com seu país culpá-lo por ter sido assassinado tentando fazer algo ilegal e com dinheiro no bolso.