22 de agosto de 2010

Trens

Sempre achei, pelo menos é o que a história me demonstra, que num país desse tamanho é um abuso tudo ser transportado por rodovias.
Pelo que lí e o que comenta-se, quem começou na verdade com o desmanche das FERROVIAS no país foi esse mineiro fodido chamado JK.
Para mim foi fodido sim, porque se não tivesse criado esse ninho de serpentes que é Brasília, se a capital não saísse do Rj, duvido muito que haveria tanta roubalheira quanto hoje.
Mas isso é outra estória, a postagem é sobre Trens!
Vi este vídeo por indicação do amigo Padilha, e fiquei absimado com a tecnologia.
Espero que algum dia os mandatários do país acordem e façam com que as Ferrovias renasçam.
Acho que vendo este vídeo você ficará de queixo caído também.

21 de agosto de 2010

Globo é vice-campeã de exibição de filmes nacionais*

Fonte: Blog Patricia Kogut


A Globo só perdeu para a TV Brasil no número de filmes nacionais exibidos em 2009. A TV Brasil mostrou 84 filmes brasileiros e cinco estrangeiros. A Globo, 75 nacionais e 837 estrangeiros. Band e CNT não exibiram nenhuma produção nacional. A Record, apenas uma e o SBT, duas.
...e mais
Este levantamento é da Ancine, que monitora sete canais abertos. A Globo é também a emissora aberta que mais exibe filmes. Foram 1.047 títulos em 2009. Em segundo lugar, vem o SBT, com 538 produções

300*

(*) Texto do Jornalista Flávio Gomes

Tem um filme, não? Que se chama "300". História de guerra, espartanos contra persas, algo do tipo. Filmado em 3D, cheio de efeitos especiais, transposto dos quadrinhos para a telona.

Bem, seria fácil procurar a sinopse e forçar a barra criando relações entre os 300 do filme e os 300 de Rubens Barrichello. A coisa mais fácil do mundo é forçar a barra no jornalismo. Não precisa ser muito criativo.

Esqueçam, pois, o filme,os espartanos, os persas e o diabo a quatro.

300 é o número mágico que Barrichello alcança em Spa, na semana que vem. 300 GPs. Alguns estatísticos vão torcer o nariz, porque Rubens inclui na conta algumas provas das quais, no fim das contas, não participou. Uma delas lá mesmo na Bélgica. Aconteceu um acidente envolvendo todo mundo na primeira volta e a corrida foi interrompida. Tiveram de começar de novo do zero, com o número de voltas original. Alguns pilotos ficaram sem carro para correr, Barrichello era um deles. Oficialmente, portanto, não participou do GP da Bélgica daquele ano. 1998, acho. Participou de uma largada anulada.

Mas isso não tem a menor importância. Num universo de 300 corridas, três ou quatro são irrelevantes estatisticamente. O fato é que Rubens está em sua 18ª temporada na F-1 e sua aposentadoria, já decretada por muita gente nos últimos anos, por mim inclusive, presunção besta, parece ainda distante. Ele tem lenha para queimar, como não? Faz um bom campeonato neste ano. E a Williams seria muito burra se não renovasse seu contrato. Numa F-1 sem testes, a experiência vale muito. Experiência aliada à motivação e técnica aparentemente intacta, e não precisa de muito mais para andar no pelotão do meio com dignidade.

Barrichello passou as férias da F-1 no Brasil e deu várias entrevistas. Vi algumas delas. As pessoas, em geral, têm simpatia por ele. Em 18 anos, os humores da torcida variam bastante, e quando ele parar, o saldo será positivo, mesmo que não seja campeão. Não será, claro. Barrichello hoje faz parte do segundo escalão da categoria — não se trata de uma crítica, mas de uma constatação — e suas chances de levantar uma taça de campeão nos próximos dois ou três anos são iguais às de Sutil ou Buemi. O brasileiro corre num time de médio porte e não faz parte dos planos das equipes que ganham corridas e campeonatos, como Ferrari, McLaren e Red Bull.

Mas isso também não tem importância. Barrichello está na fase de passar a carreira em revista, e ao olhar para trás verá mais coisas boas do que ruins. Foi ruim ficar seis anos na Ferrari? Tenho minhas dúvidas. Teve chance de vencer, e venceu alguns GPs, portanto não deve reclamar do destino. Quando deixou a Jordan, estava praticamente morto para a F-1, renasceu num período de três anos muito bonitos na Stewart, teve uma nova chance de lutar pelo título muito depois na Brawn, e hoje defende um nome que tem história e tradição nas pistas, uma casa de automobilistas, é um fim de carreira legal e, sobretudo, decente, sem nenhum traço de melancolia, nenhum sinal de decadência.

Que seja eterno enquanto dure, pois, esse amor pela velocidade e pela F-1. Apesar de suas muitas escorregadas verbais, de polêmicas desnecessárias, de um comportamento que muitas vezes se aproxima da autocomiseração, Rubens é um bom moço e um bom esportista, respeitado por seus pares não só pela longevidade, como também pela competência no que faz.

Celebra teus 300 GPs, Barrichello. Tua presença neste mundo esquisito da velocidade é merecida e justificada. Nunca precisaste pedir favor a ninguém. Fizeste coisas boas e ruins, como todos que escrevem suas histórias de vida, onde quer que seja. Olha com carinho para o passado, para as tardes frias e solitárias no kartódromo de Interlagos, para aquele título na Opel em Jerez, para aquele campeonato na F-3 Inglesa, para a estreia em Kyalami, para aquela corrida de Donington, para aquele pódio de Aida, para aquele teste na neve em Fiorano, para aquela vitória em Hockenheim, para aquela outra em Silverstone, para mais outra em Valência, para aquela ultrapassagem sobre os irmãos Schumacher em Barcelona, para aquele segundo lugar em Mônaco, para aquela pole em Spa, olha com carinho até para as tristezas de Interlagos, porque nem só de bons momentos se vive, é nos ruins que se aprende, como diz a mais barata e verdadeira filosofia de botequim.

Parabéns, Rubens. Chegaste longe com honestidade de princípios, coisa rara hoje em dia, e és, realmente, apaixonado pelo que fazes. Raro, também.

19 de agosto de 2010

Placas de Carros no Brasil

Se você, ao comprar um carro tem dúvida de onde ele possa ter vindo, uma dica, consulte a tabelinha abaixo que você saberá de imediato a origem do seu carango.

Combinação alfanumérica/UF


AAA 0001 a BEZ 9999 Paraná (PR)
BFA 0001 a GKI 9999 São Paulo (SP)
GKJ 0001 a HOK 9999 Minas Gerais (MG)
HOL 0001 a HQE 9999 Maranhão (MA)
HQF 0001 a HTW 9999 Mato Grosso do Sul (MS)
HTX 0001 a HZA 9999 Ceará (CE)
HZB 0001 a IAP 9999 Sergipe (SE)
IAQ 0001 a JDO 9999 Rio Grande do Sul (RS)
JDP 0001 a JKR 9999 Distrito Federal (DF)
JKS 0001 a JSZ 9999 Bahia (BA)
JTA 0001 a JWE 9999 Pará (PA)
JWF 0001 a JXY 9999 Amazonas (AM)
JXZ 0001 a KAU 9999 Mato Grosso (MT)
KAV 0001 a KFC 9999 Goiás (GO)
KFD 0001 a KME 9999 Pernambuco (PE)
KMF 0001 a LVE 9999 Rio de Janeiro (RJ)
LVF 0001 a LWQ 9999 Piauí (PI)
LWR 0001 a MMM 9999 Santa Catarina (SC)
MMN 0001 a MOW 9999 Paraíba (PB)
MOX 0001 a MTZ 9999 Espírito Santo (ES)
MUA 0001 a MVK 9999 Alagoas (AL)
MVL 0001 a MXG 9999 Tocantins (TO)
MXH 0001 a MZM 9999 Rio Grande do Norte (RN)
MZN 0001 a NAG 9999 Acre (AC)
NAH 0001 a NBA 9999 Roraima (RR)
NBB 0001 a NEH 9999 Rondônia (RO)
NEI 0001 a NFB 9999 Amapá (AP)
NFC 0001 a NGZ 9999 Goiás (GO) 2ª sequência
NHA 0001 a NHT 9999 Maranhão (MA) 2ª sequência
NHU 0001 a NIX 9999 Piauí (PI) 2ª sequência
NIY 0001 a NJW 9999 Mato Grosso (MT) 2ª sequência
NJX 0001 a NLU 9999 Goiás (GO) 3ª sequência
NLV 0001 a NMN 9999 Alagoas (AL) 2ª sequência
NMO 0001 a NNI 9999 Maranhão (MA) 3ª sequência
NNJ 0001 a NNX 9999 Rio Grande do Norte (RN) 2ª sequência
NNY 0001 a NOH 9999 Paraíba (PB) 2ª sequência
NOI 0001 a NPB 9999 Amazonas (AM) 2ª sequência
NPC 0001 a NPQ 9999 Mato Grosso (MT) 3ª sequência
NPR 0001 a NQK 9999 Paraíba (PB) 3ª sequência
NQL 0001 a NRE 9999 Ceará (CE) 2ª sequência
NRF 0001 a NSD 9999 Mato Grosso do Sul (MS) 2ª sequência
NSE 0001 a NTC 9999 Pará (PA) 2ª sequência
NTD 0001 a NTX 9999 Bahia (BA) 2ª sequência
NTY 0001 a NUL 9999 Mato Grosso (MT) 4ª sequência
NUM 0001 a NVF 9999 Ceará (CE) 3ª sequência
NVG 0001 a NVN 9999 Alagoas (AL) 3ª sequência
NVO 0001 a NWR 9999 Goiás (GO) 4ª sequência
NWS 0001 a ZZZ 9999 Sequências ainda não distribuídas


FONTE: WWW.GRANDEPREMIO.COM.BR






A HERANÇA*

* Texto de Arthur Xexeo para O Globo

Tenho muito carinho pelo meu telefone fixo. E isso desde os tempos em que ele não era chamado de telefone fixo, mas apenas de telefone. Embora eu perceba que ele não seja lá tão fixo assim, já que circula com desenvoltura pela casa toda. Mas, como a base é fixa, talvez o nome seja mesmo adequado.
Meu pai não foi homem de muitas posses. Sempre viveu com o ordenado que recebia mensalmente e do qual nunca sobrou muita coisa — geralmente, faltava —e, consequentemente, nunca comprou, com raras exceções, nada que pudesse ficar, por exemplo, como herança. Entre as exceções, havia um telefone. Ou, para ser mais preciso, uma linha de telefone. Ele tinha plena consciência de que aquele era um de seus bens mais preciosos. Valorizado, com tendência a se valorizar sempre mais, o telefone ficou para mim como sua herança. Na verdade, para não haver briga pela posse do telefone depois de sua morte, meu pai me deu em vida a linha tão cobiçada. Era isso que eu queria dizer. Ganhei de herança do meu pai um telefone. E é por isso que sou tão apegado a ele até hoje, apesar de, atualmente, ele não valer mais do que alguns tostões.

De início, me apeguei ao aparelho em si. Era vermelho, moderníssimo. Mas me rendi ao desenvolvimento da tecnologia, e ele foi substituído por um desses com base fixa e fone livre. Transferi meu apego, então, para o número, um daqueles antigos de seis algarismos. Era o número do meu pai. Foi um choque quando, contra a minha vontade, sem que eu fosse consultado, acrescentaram um 2 na frente. Por fim, também à revelia, à sorrelfa, foram trocados os três primeiros algarismos por quatro outros completamente diferentes. O número do meu telefone atualmente não significa nada para mim. Nem parece o mesmo telefone que meu pai me deixou. Só me restou apegar-me à linha, o mais abstrato dos componentes de um telefone.

E é essa linha que eu vejo agora vivendo seus últimos dias. De pouco me serve aquele telefone fixo. Amigos, colegas, parentes, propostas de trabalho, chateações de telemarketing — tudo chega a mim pelo telefone celular, que também recebe torpedos, bate fotografias, me liga à internet, exibe páginas de um livro de Machado de Assis, transmite programas de rádio e televisão, faz traduções diretas do português para o grego... O telefone que meu pai me deixou de herança, há mais ou menos duas décadas, é tão inadequado aos dias de hoje quanto uma escarradeira no canto da sala.

Cada vez que olho para meu telefone, sinto que ele está se tornando tão obsoleto quanto um aparelho de fax, um gravador de rolo ou um videocassete. Ele parece estar começando a cumprir seu destino inexorável de juntar-se num esconderijo qualquer lá de casa às fitas VHS e aos discos de vinil dos quais teimo em não me livrar. E fico triste. Tenho a impressão de que, quanto mais meu telefone se torna inútil, mais me afasto de meu pai.